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CRÍTICA: “mãe!”, de Darren Aronofsky

motherbanneer
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Filme propõe releitura bíblica bizarra e impactante sobre o tema da maternidade

Insano, perturbador, polêmico e… Feminino! Esses são os quatro adjetivos que eu usaria para classificar “mãe!”, novo filme do diretor nova-iorquino Darren Aronofsky, obra que tem dado muito que falar, devido às suas camadas subjetivas em relação à interpretação dada à trama.

A história é centrada na relação da personagem de Jennifer Lawrence e seu marido, interpretado por Javier Bardem. Nenhum dos dois é nominado no filme, assim como quaisquer outros personagens que aparecem durante todo o decorrer da narrativa. Ela vive uma pacata vida de dona de casa, praticamente servindo ao marido e ao lar, enquanto ele é um escritor que busca inspiração para lançar um novo trabalho. De repente, pessoas estranhas começam a visitar a casa deles, como os personagens de Michelle Pfeiffer e Ed Harris e os seus dois filhos.

O filme tem uma tensão crescente e silenciosa, tal como o sofrimento da personagem de Jennifer ao ver seu lar e sua vida destruída pelos inconvenientes invasores. E é neste silêncio, nesta contenção que chega a estressar qualquer espectadora, que reside a metáfora sobre o feminino que o filme explora. A figura de Jennifer Lawrence é a mãe, no sentido mais universal da palavra. Representa o planeta terra, a que abriga a todos, por mais que estes apenas lhe causem destruição.

A tensão crescente da trama culmina numa sequência claramente inspirada na Bíblia, quando Maria tem de ver o sacrifício do seu filho e perdoar a humanidade por este ser o desejo de Deus, no filme encarnado no personagem masculino, cujo amor é justificado pelo egocentrismo de ter a devoção de todos os seres humanos e, principalmente, de sua mulher. Em um momento marcante do filme, ouvimos a “mãe” dizer que ela não a amava, mas sim o amor que ela tinha por ele.

“Mãe!” é um filme pra poucos, mas certamente, é um filme pra todas. Objetificação história dos corpos femininos, metáforas religiosas relacionadas à figura da mulher e uma ferrenha crítica ao machismo e à cultura de subserviência das mulheres são aspectos notados nas camadas mais profundas da narrativa fílmica, em uma experiência que vai te deixar reflexiva por um bom tempo, e diante da qual você não ficará indiferente.

 

 

Iriz Azi

Perfil

Iris-17

Nasceu em 29 de março de 1967, é ariana, baiana, casada, mãe de dois filhos. Graduada em Relações Internacionais, com mestrado em Desenvolvimento Regional e Urbano e  empresária no segmento de beleza e bem-estar há 5 anos.

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