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Criado em 13 Março, 2017

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Reconhecer a família como uma conexão e não como um espaço de pertencimento é uma forma que encontrei de vivê-la em plenitude.

                Eu nunca gostei dos termos “dona de casa”, “mulher de família” e “mulher do lar”. Tanto não gosto que minha rotina é tão corrida e dando conta de tantas demandas do trabalho, da minha vida social, esportes, amigos e projetos, que mal paro em casa. Ainda assim, o valor que a família e o lar têm pra mim não é nem mais nem menos do que para aquelas que gostam destes termos que citei. Isso porque, ao longo da minha trajetória, eu redefini a forma como eu me relacionaria com a minha família. Decidi não ser “dela”, mas sê-la!

                Quando você deixa de ser “mulher de família” para apenas ser família, a conexão com quem você ama ultrapassa o conceito que diz que você, mulher, tem determinadas funções dentro de um lar e na constituição de família, delimitadas culturalmente por uma sociedade que quase nunca nos contempla em relação aos direitos sociais e à igualdade de gênero. Ser família me faz ter uma ideia do lar como um porto seguro, como o ponto de partida e o ponto de chegada de todo meu amanhecer e anoitecer, e não como algo a ser administrado ou até mesmo ostentado. Não se ostenta pessoas como se fossem resultados de sua criação ou seus esforços. Estamos falando de seres humanos! E tudo isso reflete na forma como os demais membros, no meu caso, marido e filhos, vão encarar as atividades e responsabilidades dentro e fora de casa, resultando numa convivência mais tranquila, amorosa e extremamente democrática.

                Manter isso na idade madura é ainda mais difícil, pois ainda é preciso desconstruir a imagem da mulher que se afasta do trabalho e de outros afazeres para cuidar da casa, “manter a postura”. A caminho dos 50, ser uma mulher família me possibilita viver momentos maravilhosos com meus filhos e meu marido, todos igualmente com as suas agendas lotadas, mas sempre com aquele tempinho pra verificar se tá tudo bem um com o outro, trocar um carinho, ajudar em qualquer coisa. Tudo fica mais de igual pra igual e a conexão fica muito mais humana, afinal, mais importante que os laços de sangue e os papéis sociais é a humanização nas relações dentro e fora do lar.

                Neste recesso de Carnaval, tivemos uma oportunidade maravilhosa de sentir essa conexão cada vez mais forte, em uma viagem que fizemos juntos aos Estados Unidos e México. No mundo contemporâneo, apenas nessas horas – ou nas horas ruins – é que de fato temos um espaço de tempo maior para estar juntos, e as experiências vivenciadas fortalecem as relações.

 

O segredo para viver a família de forma plena não é estar lá para cumprir o seu papel de mãe, mas para ser mãe. Não ter obrigações de esposa, mas ser companheira e ter reciprocidade em absolutamente tudo. Não é ser do lar, mas viver nele, compartilhá-lo com quem você ama. Cuidar dele junto com os seus. A mulher família reconhece a sua condição humana e o fato de que está lidando com outros seres humanos, com suas individualidades, sonhos e demandas. E respeitar tudo isso faz com que você seja amada também por sua essência e pelas mesmas singularidades. Ser uma mulher família é tudo de bom e te dá a certeza de que nos próximos 50 anos (com margem de erro para mais ou para menos, rsrs), se Deus quiser, estaremos juntos, nos amando e nos respeitando cada vez mais.

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Criado em 26 Fevereiro, 2017

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O desafio é o norte da mulher madura. A caminho dos 50, podemos inventar e tentar coisas extraordinárias!

 

            A inquietude de uma ariana como eu, ultrapassa os limites pessoais e invade o campo profissional. Sempre foi assim. Do ramo de vendas para a área de relações internacionais, até me encontrar administrando o meu próprio spa, passei por diferentes profissões que foram verdadeiras escolas, essenciais para me transformar na mulher confiante e experiente que sou hoje – e que ainda tem muita sede de aprender. Muitas vezes, por ser inventiva e adorar novos desafios, ouvia de minha mãe e até de conhecidos mais velhos: “você precisa ter uma segurança, algo fixo, não pode ficar mudando toda hora”, e, a caminho dos 50, percebo que não hesitar na hora de mudar e manter na mente a ideia de que a minha segurança é amar o que eu faço é foi uma das melhores escolhas da minha vida.

            Vivemos procurando segurança em tudo e, principalmente, o trabalho se tornou um símbolo de estabilidade que, na realidade, ele não tem. E não estou falando apenas da questão financeira, mas a segurança de estar onde queremos estar, fazendo o que no momento queremos fazer. Muitas mulheres, ao se aposentarem, ficam sem norte na vida, como se não tivessem a sensação gostosa de dever cumprido. Quando você trabalha por trabalhar, apenas para alcançar a sua segurança e estabilidade financeira, seu real dever nunca será cumprido, mas apenas a sua carga horária e, mais uma vez, você estará se encaixando num padrão que a sociedade quer que você siga. Vejo mulheres com dons claros para lecionar, mas com medo de enfrentar uma sala de aula, preferindo ficar atrás de uma mesa de escritório. Outras, que são notáveis artistas, chefes de cozinha, atletas, e adoram quando têm contato com essas áreas por hobby ou eventualmente, mas hesitam em partir para a prática profissional que certamente seria um sucesso.

            A vocação da mulher madura, para mim, não é e nunca foi a estabilidade – em qualquer sentido ou área da vida – especialmente a profissional. Se você não está feliz fazendo o que você está fazendo ou contente nos espaços que você têm ocupado atualmente, é bom repensar se vale a pena ficar, deixando de lado a desculpa da idade, até porque, com 49, eu sei que eu ainda posso mudar muito, ou não. É tudo uma questão de querer e planejar. A minha vocação é o desafio, e isto faz com que eu dê tudo de mim no momento em que eu estou, no lugar onde estou, buscando os objetivos e os êxitos que busco. Isso sempre me faz ter um norte, seja lá pra qual for a direção que a bússola aponte ou passe a apontar.

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Criado em 06 Fevereiro, 2017

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                    Uma das histórias que mais me fascinam é a da “Alice no País das Maravilhas”. Além das referências e metáforas profundas que o mestre Lewis Carroll incluiu em sua narrativa, o detalhe que mais me intrigada era a presença do Coelho Branco apontando para o seu relógio de bolso, dizendo sempre que a Alice estava atrasada. Eu pensava: “como a Alice poderia estar atrasada, se ela não tinha marcado compromisso com nenhum daqueles personagens?” Ao entrar no mundo das maravilhas, descobrimos que não era a Alice que estava atrasada, mas o próprio país, ao se deparar com a garotinha subversiva e curiosa, que desafiava a ordem das coisas.

                Por que eu estou falando disso? Porque o tempo será a nossa pauta dos próximos posts, pois em março, completarei meio século de vida. Na iminência de me tornar uma cinquentenária, aquela boa e velha crise fase de reflexão vem à tona e eu comecei a me perguntar: qual é o meu tempo? O tempo na vida de uma mulher é demarcado por ciclos que a acompanham durante toda a vida, desde a 1ª menstruação até o período em que temos de dar uma forcinha na produção de hormônios para viver bem. A mulher é um ser cíclico e isso fica ainda mais latente na maturidade.

Mas, para além dos nossos ciclos fisiológicos, a mulher enquanto instituição também obedece a ciclos relacionados ao seu papel social. Sempre delimitada por um ponto de vista patriarcal, a mulher madura foi desenhada como aquela que está se resguardando, após cumprir os papéis que lhes eram cabidos (que, em resumo, significava cuidar da casa, dos filhos e do marido – não necessariamente nessa ordem). Ao entrar nos 40, eu me recusei a ser deste tempo e a cumprir esta parte de um ciclo com o qual eu nunca me identifiquei. Ariana e, por conseguinte, inquieta, redefini meus papéis na sociedade e o meu lugar no tempo através da produtividade no meu trabalho, encaminhando devidamente as demandas familiares e, principalmente, cuidando de mim e do meu corpo (que será um dos temas desta série de textos). É uma lástima constatar que não muitas mulheres da minha geração seguem um estilo de vida em que o tempo é uma ferramenta e não o próprio destino. Há muitas cinquentonas e quarentonas com potenciais perdidos por conta da pressão que sofrem para se enquadrar a perfis e espaços sociais que nos impedem de explorar novas e incríveis possibilidades da maturidade feminina. E, partindo deste incômodo, criei o Mulher Depois dos 40, cujos resultados têm sido compartilhados por muitas leitoras que se reencontraram com o Tempo através do blog.

                Caminhar para os 50 tem sido uma experiência curiosa na minha vida. Ainda estou retomando o ritmo nos trabalhos e no esporte, encerrando um recesso que tem me dado tempo pra pensar nas novas perspectivas que devo ter daqui pra frente, especialmente porque eu entrarei nos 50 em um período politicamente conturbado para as mulheres. É preciso pensar sobre o nosso tempo, sobre mudar o tempo e regular os ponteiros daqueles relógios que insistem em atrasar. E jogar fora os que já não funcionam mais. Quero chegar aos 50 como a Alice: atrasada pelos olhos de uma sociedade antiga e autoritária, mas muito à frente do seu próprio tempo e ciente de que o seu lugar é não ter lugar.

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Criado em 30 Dezembro, 2016

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Termino o ano ciente de que foi um período conturbado, mas esperançosa por dias melhores. Confira a retrospectiva da Mulher Depois dos 40!

                Ufa! Se tem uma coisa que podemos dizer após este ano, é isso. Dar um profundo suspiro, erguer a cabeça e dizer: “Pode vir, 2017!” A impressão que fica, é que depois de um período tão conturbado, a gente tá preparada para qualquer coisa que o próximo ano trouxer. Foi um ano de crise, recessão, uma ascensão absurda do machismo e de machistas na nossa sociedade, direitos perdidos e a nossa autoestima enquanto brasileiras indo parar quase embaixo do pré-sal, por conta dos maus exemplos políticos e falta de representatividade. Contudo, eu devo dizer, que foi um ano onde eu tive de usar a criatividade e descobrir forças que nem sabia que tinha para não me abater pelos maus momentos. Vamos lá...

                DE CARA COM A CRISE: No finalzinho de 2015, ninguém conseguia direito identificar o que aconteceria em 2016. A possibilidade de um processo de impeachment que dividiria o país, a previsão da acentuação da crise financeira e projeções assustadoras para uma mulher de negócios como eu. E eis que o ano chega já mostrando a que veio: investimentos baixos, crise política, falta de representatividade da população e os protestos de rua crescendo. Nos primeiros meses, tive de tomar decisões para que a minha empresa, Spa Urbano, não fosse prejudicado como muitos outros negócios que tiveram até mesmo de fechar as portas. E isso envolveu criatividade para cuidar do marketing, aumentar o raio de alcance de público e realizar diferentes ações e parcerias para manter o movimento. Além disso, muito investimento em capacitação, treinamento, congressos da área e eventos para dar aquele upgrade no networking que sempre salva!

                A RETRIBUIÇÃO: CUIDANDO DA MINHA MÃE: Este foi um tema que pouco comentei nas minhas redes e aqui no blog, mas a maior de todas as dificuldades que o ano trouxe foi a leucemia que tive de enfrentar junto com a minha mãe. Eu digo que enfrentamos juntas, porque eu jamais enxerguei a doença como apenas dela. Quando você ama muito alguém e é muito ligada a esta pessoa – como eu sou com a minha mãe – você absorve além da preocupação natural, então, além de resolver um monte de coisa dos negócios, da política, da família, colei junto com a minha mãe em absolutamente todos os tratamentos e consultas e oferecendo a ela o máximo de qualidade de vida que pude. Sempre dizendo em alto e bom som para 2016: “mexa comigo, mas não mexa com minha mãe!” – e ela continua firme! E aqui uma foto dessa linda guerreira pra vocês.

                LIDANDO COM A CRISE: E como toda vez que nós, mulheres maduras, nos debruçamos sobre algo e acabamos demandando muita energia – e, consequentemente, estresse – aqueles bons e velhos amigos da menopausa e da idade voltam a dar as caras: os hormônios deram aquela desregulada, o humor ficou oscilante e outros efeitos físicos começaram a se aproveitar do momento. Acabei me esquecendo da regra número 1 da mulher madura: um olho na vida (trabalho, relacionamento, família, etc.) e outro sempre em você. Na primeira oportunidade em que você se distrai, o estresse tenta se apoderar. Por sorte, percebi cedo e não deixei que os problemas me consumissem. Sabe o que eu fiz? Fui pro mar!

                EQUILIBRANDO-SE EM ÁGUAS TURBULENTAS: Como já falei aqui em vários textos, o mar é um dos meus melhores amigos. Quando subo na minha prancha para praticar o Stand Up Paddle, me sinto uma rainha, uma comandante que decide o rumo que tomar, que se orienta por si só, em diálogo constante com a água e com a energia da natureza. É, além de uma excelente atividade física, uma terapia. A minha saída para dar conta dos problemas que vieram com a crise e a instabilidade foi de transformar o esporte em uma alegoria ao estado atual das coisas: estavam todos perdidos em meio a muita sujeira e caos acontecendo no país e no mundo, e eu não queria estar assim, nem sobre as águas. Então, me joguei de cabeça nas competições. Quando você compete, você tem um objetivo, um caminho que deve ser trilhado da melhor forma possível, o que não necessariamente quer dizer a mais rápida. Você une técnica, equilíbrio físico e mental e muita concentração para alcançar a linha de chegada primeiro. Era exatamente isso que eu estava tentando fazer no trabalho, nas relações familiares e na política, em um cenário completamente adverso, e o esporte me ajudou, literalmente, a segurar a onda. E o resultado de pensar dessa forma foi muito positivo, com muitos troféus nos esportes, e, consequentemente, mais serenidade para lidar com os problemas. Relembre aqui as competições das quais participei.

                OLHO NO OLHO: O 1º ENCONTRO COM MINHAS LEITORAS: No meio do ano, tive a ideia de realizar o I Workshop A Mulher Depois dos 40 em Foco. Sabe quando você, depois de falar e expor muita coisa, sente que precisa ouvir também a outra? Foi essa a minha necessidade. Em um ano difícil, queria saber como estavam as minhas interlocutoras e de que modo eu poderia melhorar os conteúdos para atender aos diferentes contextos. O resultado foi um evento que me deu ainda mais gás para continuar com o projeto Mulher Depois dos 40. Um dia inteiro de troca de conhecimento com palestras, parceiros e um público de mulheres retadas, como se diz aqui na Bahia, que estão querendo dominar aí os diferentes cenários. E já quero fazer mais! Para levar o Workshop A Mulher Depois dos 40 em foco para a sua cidade, entre em contato com a gente!


                COLHENDO OS RESULTADOS: O final de ano é uma das épocas mais melancólicas do ano – pelo menos para mim – e, embora eu estivesse me preparando psicologicamente para o final do ano de 2016, eis que sento para escrever esta retrospectiva com um sorriso no rosto. Não por ter sido um ano fácil, mas um sorriso por ter conseguido chegar bem até aqui. Um sorriso de gratidão por cada amigo com quem eu pude contar, pela cumplicidade dos meus funcionários, pelo amor do meu marido e dos meus filhos, pela saúde da minha mãe, pela confiança dos meus clientes, pelas vitórias alcançadas nos campeonatos de SUP. Por tudo, especialmente pelas dificuldades e desafios. Tudo isso me tornou mais forte e confiante para encarar um 2017 que não será qualquer coisa: é o ano em que farei 50 anos! E não é por acaso que 2016 tinha de ser assim. Eu tinha de fechar o ciclo dos 40 dessa forma, na luta, na garra. E venci. Espero profundamente que você que está lendo também termine o ano com essa sensação. E se não, desejo que 2017 seja um ano de transformação e positividade para você. Nunca se esqueça de agradecer. Nunca se esqueça de amadurecer! Feliz ano novo!

                Com esse relato, encerramos nossos trabalhos por 2016. E preparem-se, que em 2017 tem Mulher Depois dos 40... Aos 50!

 

ME AGUARDEM...