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Criado em 24 Agosto, 2016

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Após os memoráveis jogos de 2016, a saudade pode ser usada como estímulo para a prática de esportes na maturidade. Confira o TOP 5

                E se transformássemos a saudade que sentiremos das Olimpíadas do Rio 2016 em força de vontade para incluir alguma modalidade esportiva na sua rotina? O Mulher Depois dos 40 elegeu as 05 modalidades de esporte mais praticadas pelas mulheres maduras e listamos as razões pelas quais elas são as mais indicadas para você praticar.

                Contudo, é importante ressaltar, de maneira geral, como a prática de esportes nos ajuda a enfrentar alguns fatores da idade madura de forma mais autônoma e com mais saúde. Com a chegada da maturidade e a queda na produção de hormônios, é comum aparecer duas vistas indesejadas na nossa rotina: o estresse e a ansiedade. Como as pílulas de reposição hormonal, vitaminas, colágeno, entre outras passam a fazer parte de nossos cuidados, muita gente não gosta de incluir medicações para controlar esses dois problemas e tentam contornar a situação através da prática de esportes. Vamos ao Top 5:

 

5º LUGAR

ARTES MARCIAIS: Toda mulher é uma lutadora nata desde que nasce. Isso é fato, só se levarmos em conta o tanto de coisa que enfrentamos na sociedade e na nossa própria vida pessoal ao longo das fases da vida. Porém, algumas começam a querer viver a vida de lutadora, literalmente, quando chegam à idade madura. E, para isso, recorrem às artes marciais. Muitas chegam lá por acaso, quando começam a incluir na rotina alguma atividade oriental de relaxamento e acabam descobrindo as artes marciais como consequência. Nas várias modalidades existentes (King Fu, Karatê, Judô, Tai Chi Chuan, etc.), os benefícios alcançados vão de equilíbrio físico e emocional, aumento da autoestima e do tônus muscular, redução do estresse e uma baita autoconfiança. E tem gente que ainda diz que somos o sexo frágil da história...

 

4º LUGAR

STAND UP PADDLE: Este eu sou suspeita para falar, porque eu sou adepta e vejo, com muita felicidade, que várias mulheres maduras abraçaram a ideia da remada sobre a prancha, sendo que muitas, inclusive, dão as caras nas competições profissionais e amadoras nacionais e internacionais. O Stand Up Paddle é ideal para a mulher que adora esportes aquáticos, ama estar na praia e receber a energia do mar. No nosso corpo, a prática faz uma verdadeira revolução no que diz respeito ao equilíbrio, à musculatura dos membros superiores e das costas, bem como do abdômen. Soma-se a tudo isso aquele bronze maravilhoso que só a praia e o sol pode nos fornecer, não é?

 

3º LUGAR

VÔLEI: Dentre os esportes coletivos, o vôlei é o que mais chama a atenção das mulheres maduras que estão em busca de movimento. Ideal para quem quer vencer a timidez e trabalhar a sociabilidade e a interação em grupo, o vôlei promove o exercício dos membros inferiores e superiores, fortalecendo-os, fora que auxilia na perda de gordura corporal e é uma excelente atividade aeróbica.

 

2º LUGAR

HIDROGINÁSTICA: A sensação de fadiga relacionada à idade madura e outros fatores pode ser tratada através deste esporte que mais parece uma terapia. A hidroginástica é uma das modalidades queridinhas da mulher madura na hora de escolher um esporte. Isto porque os exercícios propostos não demandam tanto esforço articular e são excelentes para o tratamento de doenças do trato respiratório e do sistema cardiovascular, fora que são divertidíssimos!

 

1º LUGAR

CORRIDA: Tudo começa com aquela vontade de sair do sedentarismo e ir pra rua fazer alguma coisa que movimente o seu corpo. Assim, a mulher madura sai para caminhar, após perceber que a vida parada lhe gera um monte de prejuízo, dentre os quais podemos citar a estética, a exemplo da temível gordura localizada e do corpo de “falsa magra”, muito comum entre as sedentárias. Com as caminhadas, vem as corridas. Há, inclusive, corredoras e maratonistas profissionais que iniciaram a carreira nesta fase da vida. Os benefícios são vários, e vão desde a melhora na qualidade do sono à redução da gordura corporal, reforço dos membros inferiores, previne a osteoporose e etc. E aí, já calçou o seu tênis?

 

       Como mencionei acima, não faltam opções e o que não vale é ficar parada! Trace seus objetivos e necessidades, faça seu check-up pra ver se está tudo OK e se jogue nos esportes. Sua vida vai mudar completamente... Pra melhor!

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Criado em 15 Agosto, 2016

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Movimento tem ganhado as redes após demonstração de alta performance das atletas nos jogos, mas é preciso atenção a alguns hábitos sexistas

                Esta semana, a imagem de um garotinho vestido com a camisa 10 da seleção brasileira, em cuja estava o nome de Neymar riscado e a inscrição do nome Marta foi improvisada, chamou a atenção da mídia e circulou por meio das redes sociais. O hype que se construiu em torno da seleção feminina de futebol tem início não apenas em comparações a respeito da qualidade e dos resultados com a seleção masculina, responsável por desapontamentos recentes desde o histórico e vergonhoso 7X1 da Alemanha, na Copa de2014. Vem do entendimento de que apenas o time feminino tem mostrado o futebol que os brasileiros gostam e querem ver em campo. Um futebol com arte, limpo e com uma equipe que se mostre concentrada em realizar o seu trabalho e atingir os objetivos. Com os holofotes da mídia voltados para as meninas do futebol brasileiro, uma corrente intitulada “Jogue como uma mulher” passou a dominar todas as competições em que há mulheres disputando medalhas pelo Brasil, em diferentes modalidades. Contudo, em um país dominado pelo machismo e recorde em casos de violência contra a mulher e feminicídio, é importante manter a criticidade e a cautela diante dessas situações.

                Não quero dizer com isso que a exaltação do feminino e da performance das nossas atletas seja algo negativo. Muito pelo contrário, mostra que a sociedade tem reagido de forma positiva ao esporte feminino, porém, apenas depois que a referência masculina nos esportes – a seleção brasileira de futebol masculino – passou a apresentar um desempenho aquém das expectativas. Ou seja, as mulheres não passaram a jogar bem só agora, em 2016. Elas sempre foram muito boas nas mais diversas modalidades, mas a falta de patrocínios e apoios efetivos que pudessem dar visibilidade a times e atletas individualmente impediram que muitas de nossas atletas pudessem progredir no esporte e ganhar a devida notoriedade da qual muitos atletas homens já gozam há muito tempo.

                A onda “jogue como uma mulher” não deve ser encarada apenas como a única abordagem que as atletas têm ganhado durante essas Olimpíadas. As constantes comparações entre mulheres que se destacam em determinada modalidade com os homens que são referências naquele esporte ainda é um hábito comum entre os jornalistas, que costumam rotular nadadoras como “o Phelps de biquíni”, “Neymar de saias”, e etc. Isso, sem contar com as propositais fotos sexistas nas competições de vôlei de praia, natação, nado sincronizado, etc.

 

                Portanto, antes que comemoremos todo esse hype construído por causa das atletas, fiquemos atentas para nuances específicas que nos demonstram que nada, de fato, mudou. Fora das Olimpíadas, acompanho mulheres guerreiras, que vencem o comodismo, os limites da idade, a depressão e o machismo para realizar coisas extraordinárias nos esportes. Há Martas sobre as pranchas, nos gramados, nas quadras e piscinas em todo o Brasil, e as diferentes competições têm me mostrado isso. É preciso que, na vida, muitos não apenas joguem como uma mulher, mas encarem o mundo e os desafios internos e externos da forma como lidamos... E vencemos. 

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Criado em 08 Agosto, 2016

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Cirurgião plástico brasileiro, referência mundial na área, faleceu ontem, aos 93 anos

                Muito, mas muito antes dos #InstaMEDs dominarem as redes sociais com seus selfies segurando os produtos que ganham das diferentes marcas de medicamentos, além de dicas de rejuvenescimento, nutrição, estética e etc., um homem fez história, praticando com afinco o juramento de Hipócrates que o tornara profissional da medicina. O seu nome era Ivo Pitanguy, e ele nos deixou, ao entardecer do último sábado (08), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. A morte de Ivo Pitanguy não significa apenas uma imensurável perda no cenário médico mundial, cujo inquestionável legado abrigará os acervos de instituições médicas e educacionais em todo o globo. Contudo, haja vista que o trabalho desenvolvido por Pitanguy ao longo de sua carreira dialoga, em grande parte, com as demandas da mulher madura, a sua morte traz a necessidade de refletir sobre a exploração dessas demandas por parte de muitos médicos na atualidade, com constantes investidas nos temas de rejuvenescimento, cirurgia plástica, regulação hormonal e cuidados com a pele, muitas vezes, apresentando conceitos de beleza e autoestima muito diferentes do já saudoso médico.

                Ao pesquisarmos a fundo a trajetória e os métodos criados por Dr. Pitanguy, observamos que a sua atenção à mulher madura se dava de forma humanizada. Ele entendia que se tratava de uma pessoa que estava vivenciando, décadas após passar pela puberdade, mais um período de constantes e notáveis mudanças no organismo, de dentro pra fora, o que poderia levar a questionar o seu entendimento sobre o próprio corpo e redefinir questões a respeito de beleza e autoestima. Mercadologicamente falando, uma mina de ouro para qualquer profissional de estética ou cirurgia plástica. Contudo, Pitanguy enxergava a maturidade da mulher como um fenômeno genuinamente belo, mas que poderia gerar alguns problemas para aquelas que não estavam preparadas para vivê-la, e das quais ele jamais poderia se aproveitar.

                Em tempos nos quais nos deparamos cada vez mais com as hastags #exclusive #VIP e #Top, e vemos, lamentavelmente, um processo de glamourização da medicina nas redes sociais, Pitanguy atuava no âmbito social, oferecendo tratamento e procedimentos cirúrgicos a preços que condiziam com a situação financeira dos seus pacientes. Mestre na técnica de reconstrução estética facial e corporal, Pitanguy entendia que as dores psicológicas provocadas por uma deformidade poderiam superar o tamanho e o dano de qualquer lesão, e que isso atingia a ricos e pobres. E o mesmo pode ser dito sobre o que ele pensava acerca da maturidade feminina: um momento turbulento que tanto mulheres ricas quanto pobres iriam viver, e ele teria de ajudar a todas. Afinal, que nunca ouviu falar do creme econômico anti-idade do Dr. Pitanguy, e suas famosas frases derrubando os conceitos ocidentais de beleza? Atendendo diversas mulheres maduras famosas, como a jornalista Glória Maria, exemplo de beleza e longevidade, Pitanguy alcançou resultados excepcionais, mostrando que você não precisa ir para a mesa de cirurgia corrigir aquilo que você define como imperfeição ou sinais da idade. Todas as mulheres atendidas e tratadas por ele continuaram a ter a aparência e manter os sinais da maturidade, só que de forma harmônica e muito mais saudável e bela, sem as artificialidades e os exageros com os quais nos deparamos nas revistas e colunas sociais.

                Então, em um mundo onde os médicos têm se tornado verdadeiras celebridades nas redes sociais, com cada vez mais mulheres querendo posar ao lado de profissionais que cobram consultas caríssimas ao prometer o rejuvenescimento através de métodos cada vez mais “tops” e exclusivos, formando uma cadeia perigosa de consumo e criando a falsa ideia de que todas as mulheres maduras devem experimentar essa ou aquela inovação em estética ou plástica; em um Brasil onde Zilu é internada para remover próteses de silicone até no queixo e Gretchen é comparada a um dinossauro, por conta de sua aparência após uma sucessão de plásticas malfadadas, precisamos de novos Doutores Pitanguy. Precisamos recusar este lugar objetivado de público-alvo para o mercado de estética e cirurgia plástica. Vejo muitas mulheres presas a essas redes que costumam apontar os sinais da idade madura como um problema de saúde que deve ser corrigido, e não adaptado ao que entendemos como traços harmônicos e condizentes com a nossa faixa etária. Pelo andar da carruagem, Dr. Ivo Pitanguy fará muita falta...

 

Fica aqui essa homenagem do blog Mulher Depois dos 40 a um dos maiores profissionais médicos do Brasil, assim como mais essa reflexão sobre o cuidado que temos de tomar com o nosso corpo e como a sociedade nos enxerga, afinal, somos valiosas, mas também somos únicas. E devemos ter o total controle a respeito disso.

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Criado em 01 Agosto, 2016

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Romper as fronteiras dos exercícios físicos e esportes radicais na maturidade é a proposta do novo vídeo do canal do blog

            Não há coisa mais frustrante do que estar numa roda de conversa entre mulheres maduras, falar sobre esportes e exercícios físicos e ouvir a frase “essa minha fase já passou”. Muitas de nós agem assim - e dessa vez não vou me incluir mesmo neste grupo - porque há o falso entendimento de que, na idade madura, a mulher deve “diminuir o ritmo” da vida, parar de tentar coisas novas e, principalmente, parar de aprontar. O resultado dessa pressão resulta numa geração de mulheres maduras acomodadas dentro deste status quo, relutantes em experimentar novas possibilidades e estilos de vida que proporcionem mais saúde, liberdade e conhecimento sobre seus limites e, principalmente, sobre o seu próprio corpo.

            Pensando em ilustrar um pouco este meu pensamento a respeito da relação entre a idade madura e a prática de esportes, publiquei um vídeo no canal Mulher Depois dos 40 TV, no Youtube, compilando diferentes séries de exercícios de nível avançado que faço rotineiramente na Academia BodyTech, em Salvador-BA. O vídeo, que pode ser assistido se você clicar aqui, é embalado pelo novo tema da Mulher-Maravilha, símbolo de força e feminilidade na literatura e na cultura POP.

            Através da minha própria experiência, posso dizer que a inclusão de atividades físicas e prática de esportes como o Stand Up Paddle na minha rotina, por mais apertada que seja, resultou numa melhora significativa da minha qualidade de vida, uma vez que fez com que o meu corpo não sentisse tanto o impacto da menopausa e das desregulações hormonais próprias da idade. Além disso, do ponto de vista psicológico, tornei-me uma mulher mais confiante e segura de mim. Sei exatamente até onde posso chegar ao praticar determinado exercício e, o principal: olho no espelho e sei identificar exatamente o que fiz para alcançar cada músculo presente no meu corpo, meus objetivos de outrora e o que quero ainda alcançar. É muito comum, muitas mulheres maduras que se encontram acima do peso e que já tiveram um corpo do qual se orgulharam na juventude, não parar pra pensar sobre quais hábitos impulsionaram o ganho de peso, a gordura localizada e o constante cansaço e indisposição física. Acreditem, não há sensação melhor do que você conhecer cada centímetro do seu corpo e saber que você o tem moldado com muita disciplina e cuidados que só vão te fazer bem.

 

            Vale ressaltar que a prática de exercícios não está relacionada à busca por um modelo de corpo padrão, sobre o qual tenho me posicionado contra, ao longo das nossas publicações, mas está relacionada a saber aonde você quer chegar e, principalmente, trata-se de uma nova forma de se conhecer. Enfim, assista ao vídeo e tire as suas conclusões. Não se esqueça de avaliar, comentar e seguir o canal. Tem muita novidade vindo por aí...