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Criado em 27 Junho, 2016

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Mais que uma busca desenfreada pelo rejuvenescimento, o caso Zilu decorre de sérios paradigmas sociais que devem ser combatidos

Volta e meia, chega até nós mais uma notícia sobre alguma internação hospitalar de Zilu Godoi, ex-esposa do cantor Zezé Di Camargo. Não seria espantoso se essas internações se dessem por algum motivo de saúde grave ou tratamento de alguma doença crônica, o que não é o caso da apresentadora, mas o que acontece é que, frequentemente, ela tem se submetido a cirurgias para reparar danos causados por excessivos procedimentos estéticos, o que nos faz parar para refletir sobre os limites da busca pelo rejuvenescimento ou o retardo do envelhecimento nas mulheres maduras, e, principalmente, as razões que fazem com que muitas mulheres, em contextos parecidos com o da Zilu, caiam nesta armadilha.

Como blogueira de saúde e relaxamento e proprietária de um spa que oferece serviços estéticos, adianto que nunca fui contra a estética para fins de rejuvenescimento. Eu mesma sou apaixonada por tecnologia e, além de ter feito alguns procedimentos do tipo, sempre divulgo, através das minhas redes, as novidades do mercado, bem como a opinião de renomados profissionais da área, com os quais eu tenho a honra de conviver.

A situação de Zilu, que agora está tendo de passar por cirurgias para extrair uma prótese de silicone no queixo que lhe provocara uma inflamação, não é um caso isolado, haja vista que já tivemos acesso a situações parecidas que aconteceram a outras celebridades ou sub-celebridades, como o acontecido com a Andressa Urach, além das críticas que ouvimos em relação aos excessos de plásticas em famosas como Gretchen, Donatella Versace, Jocelyn Wildestein, entre outras.

O caso Zilu nos preocupa ainda mais, porque ela intensificou a busca pelas soluções estéticas após a separação, bem como passou a dar declarações como se quisesse afirmar aos 04 ventos que era uma mulher bem resolvida, saltando alfinetadas a torto e a direito em relação aos novos relacionamentos do marido e etc. Sabemos nós que mulher que está bem consigo mesma não precisa afirmar isso pra ninguém. Ela apenas está e pronto. Talvez a busca pela perfeição estética e rejuvenescimento, até porque a atual companheira de Zezé Di Camargo é mais jovem, tenha sido motivada por isto.

A questão a ser discutida aqui é que nós, mulheres maduras, não devemos nos sentir bem ou confiantes quando aparentamos, tanto fisicamente como em questões de (i)maturidade, a mulheres jovens. Isso pode beirar o infantil, como se tivéssemos revivendo uma espécie de adolescência tardia, o que acaba nos metendo em encrenca, como procurar por diversos procedimentos estéticos e atividades que podem mais atrapalhar do que ajudar a nossa autoestima. Nos casos mais graves, causar problemas como infecções, traumas, deformações, entre outros.  Jamais devemos contrariar ordens médicas e recomendações para não exagerar nos tratamentos estéticos e cirurgias plásticas. E temos sempre de desconfiar sempre dos profissionais que “empurram” cada vez mais opções de tratamentos corretivos e opções de estética para você. Há muitos médicos e profissionais bons e honestos no ramo, mas como toda regra tem exceção, é bom ficar de olhos bem abertos.

Este é um assunto que muito me toca e está sempre nas rodas de conversas frequentadas por mim, porque, como esposa de um homem público, vejo que a sociedade espera muito que a mulher, nestes casos, funcione como um objeto de apoio, por assim dizer. É um lugar coadjuvante, um enfeite, e este enfeite deve sempre estar apresentável para os olhos da sociedade, que muitas vezes se apresenta machista e retrógrada quanto aos direitos individuais das mulheres. Em uma situação de separação, para a esposa de um homem público, embora eu não tenha vivido isso – e nem espero viver – posso imaginar o grau de stress e a tamanha cobrança que há em se mostrar para a opinião pública que, de fato, há um ser dotado de individualidades, autoestima e que pode ser produtivo, e não apenas “a mulher de fulano”.

 Contudo, devemos atentar que não só em situações pós-separação que devemos rejeitar o rótulo de “mulher de fulano”, mas também no casamento, mantendo-se na ativa, buscando sempre informações de como manter o corpo e a mente saudáveis e focar em uma carreira que lhe dê independência e notoriedade através do que você produz, independente do setor escolhido. A ordem é ser mulher de você mesma, dona de si, dentro e fora do casamento, na idade adulta e, principalmente, na maturidade.

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Criado em 12 Junho, 2016

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Crise existencial e aumento dos questionamentos podem provocar essa vontade na idade madura. Saiba como lidar com a situação

Quando começamos a nos dar conta de que metade da nossa vida ou até mais que isso já passou, é comum virem as crises depois dos 40. São muitos os questionamentos acerca do que produzimos de útil ao longo da nossa trajetória, o sucesso dos nossos relacionamentos e empreitadas e o que precisa mudar. Nisso, algumas mulheres começam a refletir sobre se a sua realidade atual condiz com as perspectivas que elas têm para o futuro. Neste ponto, todas as atenções recaem sobre o emprego e a carreira, o que nos remete ao tabu de que a maturidade é para ser vida única e exclusivamente com estabilidade, e não vontade de mudar, o que muitas vezes serve de empecilho para aquelas que buscam dar um novo rumo à sua vida profissional, quando entram na idade madura.

O primeiro passo para enfrentar essa situação é desconstruir o tabu diante do que a pessoa na maturidade deve ou não fazer e, principalmente, rever o seu conceito de estabilidade, que nem sempre diz respeito a fazer o que você deve fazer para viver financeiramente confortável. Não adianta nada estar num emprego cujas atividades não te realizam mais enquanto profissional e buscar escapismos para suprir a necessidade provocada por este vazio.

O segundo e mais importante passo é abrir a mente para novas possibilidades e aprendizados. Em muitos casos, mulheres de meia idade que decidem largar o emprego para empreitar numa nova atividade profissional, costumam resgatar os antigos sonhos da juventude, fazendo cursos e buscando oportunidades em áreas nas quais sempre quiseram atuar, porém puderam, por conta da própria dinâmica da vida. Em outras situações, as mulheres querem investir em um negócio próprio, muitas vezes relacionado à área na qual atuou como funcionária até então. Em todos esses casos, o importante é estar com a mente aberta e buscar aconselhamento em órgãos oficiais, como o SEBRAE, ou procurar por um coach profissional de sua confiança, estabelecendo metas e mantendo o foco para alcançá-las.

Apesar de ser uma atitude que traz muitos benefícios para a autoconfiança  e a liberdade das mulheres maduras, o que provoca a chamada realização pessoal, mudar de rumos profissionais na maturidade exige um esforço enorme e muita dedicação, o que vai demandar certas renúncias em outros setores da sua vida, como tempo dedicado ao lazer, aos relacionamentos, à família, entre outros sacrifícios temporários, ao menos enquanto esta nova fase está se iniciando. Portanto, não pense que você saiu de uma crise para entrar em 10, pois isso é perfeitamente normal e tende a melhorar com o tempo.

Então, quando a crise dos 40 bater à porta da sua profissão, dê a ela as boas-vindas e aproveite para refletir se o que você está fazendo realmente está te dando estabilidade em todos os sentidos, não apenas o financeiro. E, chegando à resposta de que aquele ambiente e aquelas funções estão aquém dos seus desejos e não correspondem às suas perspectivas, não hesite em buscar o seu sucesso, pois, pior do que se arrepender daquilo que foi feito, é se arrepender daquilo que devia ser feito.

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Criado em 05 Junho, 2016

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Medo de envelhecer costuma se agravar na idade madura. Saiba como viver sem essa fobia

Ninguém, em hipótese alguma, quando jovem, pensava: “nossa, espero que essa fase passe logo e eu não demore a entrar na terceira idade”. Muito pelo contrário, costumamos pensar em não chegar tão cedo à idade madura, uma vez que ela é a porta de entrada para a velhice, um estado da vida temido pela maioria das pessoas, uma vez que é inevitável não relacioná-lo a alguns problemas de saúde, traços físicos específicos e, claro, iminência da morte. Este receio, de forma leve, é até normal, por mais que pensemos que “faz parte da vida”. Contudo, quando o receio vira um medo desproporcional, a qualidade de vida na idade madura fica seriamente comprometida. Nosso texto de hoje,vamos conhecer mais um pouco sobre o medo de envelhecer e suas relações com a chegada da idade madura.

O medo de envelhecer tem nome, e é batizado de Gerontofobia. Inicialmente considerado um mal de cunho psicológico, pois seus sintomas iniciais consistem em hábitos aparentemente simples, como negar a idade diante de outras pessoas, pensar excessivamente sobre o futuro e morte sob uma ótica negativa, buscar métodos e procedimentos estéticos e nutricionais para manter-se aparentemente jovem por mais tempo. Alguns hábitos oriundos de graus leves da gerontofobia podem até vistos por um ponto de vista positivo, como a busca por estilos de vida saudável, como alimentação balanceada, prática de exercícios e cuidados com o corpo. Contudo, o risco está no avanço dessa busca para níveis desenfreados, que pode ocorrer com a chegada à idade madura.

A mulher que tem gerontofobia não sai da frente do espelho e sempre acha um motivo a mais para buscar ajuda médica ou estética para corrigir um traço ou sinal de expressão que, para ela, a está envelhecendo em 10 a mais. Adicione a isso a gradativa aversão a gente idosa, o que caracteriza uma fobia de velhice. E para quem pensa que os sintomas estão apenas no plano psicológico, um alerta: em casos mais avançados e graves da gerontofobia, o medo de envelhecer ganha contornos irracionais, o que reflete diretamente no físico da pessoa, podendo causar o aumento da freqüência cardíaca, ataques de pânico, estremecimentos, aturdimento, calores súbitos e dores torácicas.

 Não sejamos hipócritas em dizer que envelhecer parece uma perspectiva maravilhosa e chegar à terceira idade e se deparar com as limitações importas pela idade é uma ideia sedutora, mas, ainda assim, é a melhor que podemos ter, até porque o caminho contrário ao envelhecimento é a própria morte. Caso você identifique em si mesma alguns dos sinais aqui apontados, procure apoio psicológico e tente sempre manter os hábitos saudáveis não com a prerrogativa de “voltar no tempo” e manter-se jovem, mas preservar a qualidade de vida em qualquer estágio que você esteja vivendo. Envelhecer com saúde e autoestima pode ser mais prazeroso do que você imagina. Basta rever suas prioridades e dedicar seu tempo à satisfação de suas vontades individuais e ao bem-estar de quem você ama. Isso sem contar que a maturidade jamais será sinônimo de velhice, uma vez que é uma fase transitória e deliciosa de se viver, haja vista os desafios e as novas visões de mundo às quais passamos a ter acesso durante este período. A vida pode assustar, é verdade, mas é impossível não aceitá-la pela beleza dos seus ciclos e pela beleza do próprio ato de viver. Afinal, a danada “é bonita, é bonita e é bonita.”

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Criado em 30 Maio, 2016

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Livro de Eduardo Moreira retrata o viver pela ótica da atitude em tomar as decisões certas

 Desde que o ser humano se entendeu por gente, ele reflete sobre a vida. Com o advento da filosofia e demais ciências humanas, a humanidade não apenas se contentou em falar sobre a vida, como também passou a escrever sobre ela. Tema presente em muitos livros de auto-ajuda e na literatura em geral, a vida é o assunto da vez para Eduardo Moreira, em seu livro “A Vida é Sua”.

 Publicado pela Editora Alaúde, o livro, do autor que também assina o ótimo “Encantador de Vidas”, é um ensaio sobre como a ação voltada para a realização dos sonhos e desejos individuais pode ser um hábito transformador, ao passo que atitudes como abrir mão de planos e alguns objetivos em detrimento da vontade de outrem pode caracterizar uma receita certa para a frustração.

 Dividido em 52 capítulos e escrito com linguagem acessível e ágil ritmo narrativo, o livro defende que, embora várias situações e pessoas ao nosso redor pressionem as nossas convicções e vontades para que possamos ceder e deixar de lado as nossas próprias vontades, mesmo que momentaneamente, para então servi-las, é o principal fator de infelicidade no mundo contemporâneo.

Com analogias eficazes, o autor pontua o seu ponto de vista de liberdade de escolha, independência e protagonismo do sujeito em relação à própria vida, e que só agindo de forma autônoma – mesmo correndo o risco de, muitas vezes, ser confundido com egoísmo – o ser humano conseguirá viver com equilíbrio, mantendo as suas relações sociais estáveis sem deixar de lado as suas vontades e realizações.

Uma leitura indicada a muitas pessoas que não sabem dizer “não” na hora certa, e que sempre se mantém à disposição para deixar em segundo plano os seus anseios e contribuir para a felicidade do outro, mesmo que esta não contemple a sua. Ideal para refletir sobre a linha tênue que divide a reciprocidade e o individualismo nas relações. Um problemão com o qual muitas de nós temos de lidar cotidianamente, mas que faz parte da vida.