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Criado em 16 Maio, 2016

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Mal acomete com maior incidência o público feminino que passa por período pós-menopausa

                Nós, mulheres maduras, somos seres resistentes. Passamos por algumas fases problemáticas da vida, nos estabelecemos socialmente, enfrentamos a menopausa, a mudança dentro do nosso próprio organismo, ao passo que nos preparamos para a chegada da velhice. Apesar de resistentes, de vez em quando, vamos confessar: dá aquele aperto, não é? A questão é que, se esse aperto for persistente e diretamente ligado ao coração, pode ser sinal de um mal que tem acometido muitas mulheres maduras ao redor do mundo e que merece a nossa atenção, devido o seu grau de complexidade.

                Este mal atende pelo nome de Síndrome de Takotsubo, palavra japonesa que significa “pote de pesca para capturar polvo”. O mal foi descoberto em por japoneses em 1990 e é conhecido em todo o mundo como “Síndrome do Coração Partido”. Basicamente, é uma disfunção transitória do ventrículo esquerdo, cuja causa está diretamente relacionada a problemas com estresse e transtornos emocionais. Os sintomas dessa disfunção são vários e muito incômodos, dentre os quais podemos destacar a dor torácica e dispnéia similar à síndrome coronária aguda, que se apresenta de forma assintomática ou não.

                A Síndrome de Takotsubo é um tipo de cardiomiopatia de difícil diagnóstico inicial, porque apresenta sintomas que acarretam em alterações no eletrocardiograma que são comuns a outros tipos de enfermidade do coração. Contudo, o fato mais preocupante para nós, é que 95% dos casos registrados da Síndrome do Coração partido no mundo estão relacionados a mulheres que estão vivenciando a pós-menopausa. Desse modo, pelo fato da doença ser conseqüência de estresse e descontroles emocionais por parte da paciente, devemos refletir: como evitar se tornar mais uma vítima deste problema?

 

                Desde o início de nossas atividades, o portal Mulher Depois dos 40 faz questão de divulgar, esclarecer e abrir o debate sobre hábitos que nos ajudam a viver a idade madura de forma mais dinâmica, oferecendo uma gama de opções de exercícios físicos e mentais para afastar os aspectos ruins da maturidade, dentre os quais é quase impossível não colocar em destaque o estresse e o desgaste emocional. A única maneira de driblá-los e evitar de uma vez por todas a Síndrome de Takotsubo é ocupar a mente e o corpo com hábitos que visam melhorar a autoestima, com uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e uma rotina que combine produtividade profissional, lazer e relaxamento e tempo para a família e demais relações sociais. A maturidade tem muita coisa estressante? Sim, mas as coisas boas superam as negativas se você tiver uma mente e um coração aberto para as novas possibilidades dessa fase, até porque agora temos tempo pra tudo, menos pra ficar com o coração partido! 

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Criado em 08 Maio, 2016

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Pela ótica da mulher madura, este é muito mais que um dia de celebração e troca de presentes – e, nem sempre, alegre

                Quando criança, acordava cedo no dia das mães, ia para a cozinha na ponta dos pés para preparar o café da manhã para a minha mãe, que fingia dormir até mais tarde só pra poder receber aquela “surpresa” com o sorriso mais feliz do mundo. Acho que essa tradição foi vivida por muitas mulheres da minha geração, e até perpetuada pelos seus filhos. A tradição das pequenas coisas, quando a presença era mais importante do que tudo. Na juventude, costumamos menosprezar um pouco a presença da mãe. É a hora de mostrar que estamos nos virando sozinhas e criar laços com amigos, trabalho, viver os relacionamentos até se estabelecer como adulta.

                Na idade adulta, seja de forma natural, acidental ou minuciosamente planejada, é hora de viver a experiência na pele. E mais uma vez, recorremos à presença de nossas mães, que, como atentas professoras, vêem-se refletidas no nosso presente. Neste momento, para elas, a missão está completa. O ciclo da vida está encerrado e o que vier será apenas o bom grado da vida. Neste período, com nossos filhos, maridos (ou não), o Dia das Mães serve como uma oportunidade para juntar a família e mostrar para os nossos rebentos a importância que aquela mulher, nossa mãe, teve em relação a tudo o que foi até então construído e conquistado. Mas, ao contrário da máxima que diz que “dia das mães é todo dia”, na idade adulta, é apenas neste dia que lembramos, de fato, da presença e da importância da nossa mãe. Uma presença que a vida vai levando aos poucos da gente, e quando percebemos isso, é comum se desestabilizar.

                E então, chega a maturidade. Nossos filhos já estão crescidos, nós somos as homenageadas da vez, porém, nenhum presente é mais valioso do que ainda estarmos juntos às “nossas velhinhas”. Acordamos com aquele sentimento de que somos sortudas de ter mais um dia das mães com a presença da mulher mais importante da nossa vida. Nas redes sociais, vejo amigas postando selfies felizes em hospitais, acompanhando suas mães que estão em algum tratamento das doenças que costumam se manifestar na melhor idade, levando os filhos para presenteá-la por mais um Dia das Mães. Atrás do sorriso na foto, a prece de que o próximo 2º domingo de maio também seja com a companhia dela. E eu digo isso com muita propriedade, pois, apesar de fortes, maduras e decididas, temos um medo em comum, e o Dia das Mães, embora continue uma data de alegria, também traz aquele temido frio na espinha, quando pensamos sobre as incertezas acerca do próximo ano.

                É como se uma elegia pairasse no ar e sussurrasse aos nossos ouvidos. Voltamos a ser crianças, quando tudo o que mais importava era a expressão de surpresa ao entrarmos no seu quarto, de manhã, levando um café da manhã caprichado e improvisado. Uma elegia que canta memórias e medos, que nos mostra que o Dia das Mães nunca é 100% feliz para a mulher madura, mas ainda assim, é um dia de esperança. Mais uma vez, a vida nos mostrando que é cíclica e que, muitas vezes, devemos olhar as coisas pela ótica inocente de uma criança, dando a real importância ao que um dia nos fará muita falta. E pelas mesmas coisas passarão os nossos filhos...

 

Dedico este texto a todas às mulheres da minha geração e às mães da geração da minha mãe. Que sua importância nunca seja negada e que o amor prevaleça na presença e na ausência física. O 2º domingo de maio, para a mulher madura, é um dia de crescimento interior e reconhecimento de que o amor é o caminho que nos orienta pela vida, através das pessoas. Agora sim, na maturidade, damos conta de que “dia das mães é todo dia”. E pedimos a Deus que continue assim por um bom tempo...  

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Criado em 02 Maio, 2016

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Mulher Depois dos 40 entrevista sensação das redes sociais, em um papo descontraído sobre poder feminino e maturidade

 

                Ela começou dando conselhos na internet, através de vídeos irreverentes e, de repente, se viu rodeada de sobrinhos. São milhares! Caras leitoras... Ou melhor, “binhas”, hoje nós vamos bater um papo com uma tia mais querida do Brasil, e também a mais má! A personagem Tia Má, que tem quase 80.000 curtidas em sua fanpage no Facebook e uma legião de seguidores, é baiana e ainda não entrou na Idade da Loba. Porém, ela conta para nós as suas perspectivas para a maturidade e, claro, fala um pouco sobre o protagonismo da mulher no ciberespaço, machismo, racismo e outras provocações que fazem parte da pauta das Dicas da Tia Má. Conheça um pouco da Tia Má e saiba por que ela tem tudo pra ser uma fantástica mulher depois dos 40!

MD40: Qual é o seu nome, Tia Má?

TM: Maíra Azevedo

MD40: Idade?

TM: 35

MD40: Naturalidade?

TM: Salvador

MD40: Por que o título de “tia má”? Como surgiu a ideia da personagem?

TM: Então... Tia... Porque eu tenho duas sobrinhas, além do meu filho lindo. O Má... É de Maíra, meu apelido familiar. Se eu colocasse Mãe Má, muitas pessoas iriam associar com as religiões de matriz africana, poderia soar desrespeitoso. Optei por tia, até porque... Tia é sempre aquela figura compreensiva, que oferece os melhores conselhos.  Prefiro chamar de alter ego. Tia Má, sou eu in natura, são as minhas ideias, meus pontos de vista, a minha forma de enxergar o mundo. E começou como uma brincadeira, por causa de uma cantada bem ruim que eu recebi.

MD40: Em um mundo dominado pelo olhar patriarcal, muitas vezes impregnado de machismo, pra você, qual a importância de se ter mulheres se posicionando de forma tão efetiva nas redes sociais?

TM: Acho fundamental. Primeiro, porque inspiramos que outras façam a mesma coisa. É preciso colaborar para estabelecer a equidade de gênero e isso perpassa pela ocupação dos espaços de poder, e as redes sociais podem ser extremamente poderosas na hora de forma opiniões.

MD40: Pra você, a iminência da maturidade contribui para a sua criticidade perante as situações cotidianas que você comenta em suas redes?

TM: Com certeza. Muitas coisas que eu fiz mais nova, por falta de compreensão e de visão, hoje eu não me permito mais. Por exemplo, eu sei que toda dor de amor passa... Então, já não penso mais em cometer loucuras por isso.

MD40: Estamos num país extremamente controverso, racista, misógino, machista... E as redes sociais abriram espaço para que muita gente destilasse seu ódio e seus preconceitos abertamente. Como formadora de opinião – o que você já é – quais são as principais desconstruções e temas que devem ser discutidos na rede, sob a ótica feminina e negra?

TM: Tudo que eu falo, até mesmo quando não tem essa vertente, terá o olhar feminino e negro, pois é o que eu sou. Falo por meio das minhas experiências, das minhas convicções.

MD40: A “maldade” da mulher é um elemento presente na Literatura, explorado na religião, inclusive na Bíblia, propagado durante Inquisição e em várias vertentes culturais. Recentemente, Daniela Mercury se autodenominou de Rainha Má para dar voz às mulheres e se afirmar a feminilidade a partir deste ponto controverso. Você também veste a “maldade” para firmar a sua opinião e é amada por isso. Nossa pergunta é: A mulher poderia utilizar este paradigma histórico para se afirmar na sociedade? Ser uma “boa mulher má” é bom?

TM: Não sei dizer. Porque o meu Má é, na verdade, a forma carinhosa que a minha mãe me chama. Sei que tem esse trocadilho, mas não foi essa intenção. Ser má, no sentido de contrário de boa, é ser perversa com as outras mulheres, é não exercer a sororidade. Isso pra mim é ser má. Falar o que pensa, ocupar os espaços, enfrentar os preconceitos é ser MÁ... Mas de MAravilhosa, de Magnifica.

MD40: Pra você, o que é empoderamento feminino?

TM: É a possibilidade de ocupar todos os espaços que a mulher desejar.

MD40: Você é vaidosa? Como costuma cuidar do relaxamento e bem-estar?

TM: Sim, dormindo... Ou fazendo algum tipo de massagem.

MD40: Você agora está na casa dos 30. Qual o maior desafio que você acha que vai encontrar ao ultrapassar os 40? O que você espera da idade madura?

TM: Eu tenho um defeito, não penso no futuro... Eu vivo.

MD40: Quais mulheres maduras na atualidade te inspiram?

TM: Elza Soares.



MANO A MANO

 

Uma palavra: Amor

Um desejo: Viver e vê meu filho vivo até eu morrer

Um medo: De perder meu filho

Frase preferida: Tem comida pronta...rsrsr

Livro preferido: O Anjo pornográfico

Filme preferido: Feitiço de Áquila

MD40: Uma dica especial da Tia Má para as leitoras – e também leitores, porque temos muitos – do MulherDepois dos 40:

 

TM: Se respeitem em primeiro lugar... Não faça nada para agradar a outra pessoa, se dedique a você e seja feliz.

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Criado em 25 Abril, 2016

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Mulher Depois dos 40 questiona o polêmico perfil de Marcela Temer, publicado na Veja

                A votação pela admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, no último domingo, serviu como termômetro para muitos que estão esperando várias mudanças no cenário político nacional. Para a revista Veja, contudo, a mais espera delas parece ser o fato de que teremos uma nova Primeira-dama, se Michel Temer assumir a Presidência da República, fato que podemos constatar pelo seu empenho em detalhar em várias páginas o perfil de Marcela Temer, esposa do Vice-presidente da República, em texto intitulado “Bela, recatada e ‘do lar’”: um verdadeiro show de machismo que deu o que falar durante toda a semana – mais do que o próprio processo de impeachment!

                O artigo começa afirmando que Marcela Temer é uma mulher de sorte, e, a partir deste ponto, apresenta a história de amor entre ela e o então vice-presidente da república. Fatos como a diferença de idade entre ambos – exatamente 43 anos – e o fato da mãe levá-la para conhecer um senhor de 63 anos quando ela apenas tinha 20, são citados em meio a períodos longos e escritos em tom de eufemismo ou extrema naturalidade, de modo a passarem despercebidos. Os adjetivos que dão título ao texto são fornecidos pela fala de alguns conhecidos de Marcela, como sua estilista e seu cabeleireiro. Há, em toda a escrita, a exaltação das condições de recato, quietude e, principalmente, do lugar de submissão, de modo a pintá-la como um apoio à figura protagonista que é o seu marido. O texto termina com a frase “Temer é um homem de sorte”.

                Bom, bastou a publicação chegar às redes sociais que começaram a surgir memes de tudo quanto é lugar. E como foi bonito ver várias mulheres de todas as idades fazendo suas irreverentes, ousadas e críticas poses em fotos de “belas, recatadas e ‘do lar’”. Até os homens entraram na brincadeira, embora a matéria não os tenha atingido diretamente. O questionamento de muitas mulheres que rejeitaram a matéria não é o fato da Marcela adotar um estilo de vida e ter uma biografia quase que imperialista, com direito à mamãe levá-la, ainda jovem, para conhecer o futuro marido 43 anos mais velho que ela – embora pode não ter sido escolha dela, vai saber... – mas questiona-se aqui, pela leitura do artigo, a exaltação a essas características e hábitos que não condizem mais com a realidade das mulheres contemporâneas, tampouco com os discursos pelo posicionamento e os novos lugares de fala da mulher.

                Em se tratando da mulher madura, incluir-se nestes moldes é extremamente perigoso, uma vez que, historicamente, a mulher na idade da loba foi taxada como alguém que estivesse já cumprido todas as determinações impostas pela sociedade e passasse a servir apenas como instrumento de manutenção do lar, devendo se portar de maneira recatada, justamente para não atrapalhar a imagem do marido, geralmente homens poderosos na sociedade. Até hoje, e a publicação da Veja é prova disso, sofremos os reflexos dessa cultura patriarcal, que afetam diretamente nas situações de abuso, assédio moral, violência doméstica e outros tipos de excessos provocados pelo fato da sociedade ainda ter essa ideia de que a mulher ideal deve ser “bela, recatada e ‘do lar’” e não permitir eventuais desvios deste padrão. Não se enganem: grande parte dos casos em que há violência doméstica, os agressores tendem a dizer que se excederam porque a mulher não era aquilo que ele “esperava” que ela fosse. Em pleno século XXI, ainda há gente que espera de nós algo padronizado e socialmente aceitável, mas eu tenho o maior prazer em dizer, juntamente ao coro das redes sociais: o tempo das recatadas já se foi!

 

                Nosso papel como mulheres maduras e mães, é não perpetuar discursos como este veiculado ao texto da Veja. É ensinar a nossas filhas que o lugar de fala delas não deve ser o lar, a não ser no caso em que elas mesmas queiram! Continuar produzindo, ousando, experimentando, focando nos objetivos e nos diferentes padrões e desvios de beleza são ações fundamentais para que não nos aquietemos diante de posicionamentos tão retrógrados como os que foram publicados esta semana. Na maturidade, devemos reconhecer que podemos ser tudo, inclusive “belas, recatadas e ‘do lar’”, se esta for a nossa vontade!