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Criado em 18 Julho, 2016

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A partir dos 35 anos, a mulher madura deve estar ainda mais atenta quanto a sua alimentação

                Toda mulher madura tem um inimigo em comum: os radicais livres. Eles são responsáveis pela aceleração do envelhecimento e degradação das células, bem como o aparecimento das rugas e sinais de expressão. São, basicamente, átomos ou moléculas não-pareadas, ou seja, falta um elétron em sua estrutura química. Sendo assim, em contato com outras moléculas do nosso corpo, esses radicais livres tendem a “roubar” um elétron dessas para se equilibrar, o que gera uma reação em cadeia que resulta em diversos danos celulares. Todas nós temos contato com radicais livres durante o dia-a-dia. Eles estão presentes na poluição, no álcool, na radiação ultravioleta, nos aditivos químicos que consumimos e temos contato em nossa rotina e também o estresse é capaz de aumentar a produção deste tipo de molécula.

                A maior arma que temos em relação aos radicais livres, contudo, está em um hábito simples e que pode fazer toda a diferença: a alimentação. A partir dos 35 anos, quando aumenta a intensidade e frequência da reação em cadeia provocada pelos radicais livres em nosso organismo, se não quisermos envelhecer de forma mais rápida ou até mesmo aumentar a probabilidade de desenvolver células cancerígenas, alguns cuidados devem ser tomados no âmbito da alimentação diária.

                A dieta da mulher madura, portanto, deve privilegiar os alimentos com funções antioxidantes, uma vez que os radicais livres atuam na “quebra” do oxigênio no organismo. Desse modo, aumente a oferta de aminoácidos presente em frutas e vegetais frescos, especialmente aqueles de coloração amarela, vermelha ou laranja intensas, uma vez que são dotados de betacaroteno. Incluir goji berry, oleaginosas em geral, farinha de linhaça e também suplementar a alimentação com cálcio, proteínas e óleos essenciais é importante para manter a qualidade de vida e a boa aparência na idade madura.

 

                É válido ressaltar que, antes de fazer qualquer tipo de suplementação ou mudar radicalmente os seus hábitos alimentares, é importante se consultar com profissionais de nutrição e endocrinologia para garantir resultados mais eficazes. 

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Criado em 04 Julho, 2016

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Após relatar agressão física feita pelo marido, Luiza Brunet reacende as discussões sobre a mulher madura e a violência doméstica

                Em outubro do ano passado, publicamos aqui um texto sobre a violência doméstica no contexto da mulher madura. Não pensávamos que teríamos de repetir o tema mais uma vez em pouco tempo, ainda mais após a repercussão de um caso que chocou muitas mulheres na última semana: a atriz Luiza Brunet, de 54 anos, uma das mulheres mais lindas do país, sofreu agressões físicas terríveis do seu marido, o empresário bilionário Lírio Albino Parisotto, de 62 anos. A agressão resultou em vários hematomas e quatro costelas quebradas.

                A imagem de Luiza Brunet, uma mulher independente, segura de si, que é exemplo de maturidade para muitas outras na sociedade brasileira, e que é respeitada pela sua biografia e seus trabalhos, sofrer agressão do marido, chocou a todos porque a ideia formada por nós da mulher violentada é justamente a daquela pessoa já enfraquecida por diferentes fatores. É a mulher dona de casa, que não cuida do corpo, sem perspectivas e que já sofre com problemas de autoestima que colaboram para que ela “se submeta” às agressões e permaneça calada. Ledo engano. Luiza Brunet, ao expor a sua situação, mostra que absolutamente todas as mulheres maduras, bem sucedidas e independentes ou não, estão passíveis a sofrer violência doméstica. A questão é: como lidar com isso?

Luiza Brunet (direita), ao lado de seu agressor, o empresário Lírio Albino Parisotto

                Primeiramente, acredito que participando mais ativamente de movimentos e debates que exponham a situação de extremo machismo em que o Brasil se encontra. A crescente onda de casos divulgados de estupro, violação de direitos e liberdades individuais das mulheres, feminicídio e violência doméstica, entre famosas e anônimas, tem nos dado motivos de sobra para integrar as mobilizações nas redes e nas ruas sobre a gravidade da situação. O machismo nunca se mostrou tão às claras no país, como agora.

                Outro tipo de conscientização que deve ser feita é dentro de casa, a começar com os nossos filhos. Uma luta diária de informações e conversas para que de nossas casas não saia nenhuma pessoa que dialogue com as ideias do machismo, uma vez que todo o machista e agressor é filho de alguém. Devemos zelar para que não sejamos a mãe de um deles, não é? A terceira dica é ficar de olho nos nossos companheiros e conscientizar a nós mesmas de que não somos obrigadas a sofrer qualquer tipo de violência, seja ela psicológica ou física. Lembrando sempre que antes da agressão física, há a violência psicológica, geralmente iniciada por comentários maldosos e piadinhas aparentemente inocentes, mas que visam degradar a autoestima da mulher e seu poder de reação em um caso mais grave.

Luiza Brunet mostra marca de agressão em suas redes

 

                Demonstre o seu apoio a Luiza Brunet nas suas redes, através de uma frase, uma foto, que seja. Quanto mais mostrarmos à sociedade que estamos conectadas e cientes da situação, mais inibiremos este movimento tão cruel que teima em se espalhar num país que deveria respeitar as diferenças, as questões de gênero e os direitos humanos. É necessário deixar clara a mensagem de que mexeu com uma, mexeu com todas! E a maturidade deve se manter atenta e na luta por dias melhores, igualitários e de paz.               

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Criado em 27 Junho, 2016

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Mais que uma busca desenfreada pelo rejuvenescimento, o caso Zilu decorre de sérios paradigmas sociais que devem ser combatidos

Volta e meia, chega até nós mais uma notícia sobre alguma internação hospitalar de Zilu Godoi, ex-esposa do cantor Zezé Di Camargo. Não seria espantoso se essas internações se dessem por algum motivo de saúde grave ou tratamento de alguma doença crônica, o que não é o caso da apresentadora, mas o que acontece é que, frequentemente, ela tem se submetido a cirurgias para reparar danos causados por excessivos procedimentos estéticos, o que nos faz parar para refletir sobre os limites da busca pelo rejuvenescimento ou o retardo do envelhecimento nas mulheres maduras, e, principalmente, as razões que fazem com que muitas mulheres, em contextos parecidos com o da Zilu, caiam nesta armadilha.

Como blogueira de saúde e relaxamento e proprietária de um spa que oferece serviços estéticos, adianto que nunca fui contra a estética para fins de rejuvenescimento. Eu mesma sou apaixonada por tecnologia e, além de ter feito alguns procedimentos do tipo, sempre divulgo, através das minhas redes, as novidades do mercado, bem como a opinião de renomados profissionais da área, com os quais eu tenho a honra de conviver.

A situação de Zilu, que agora está tendo de passar por cirurgias para extrair uma prótese de silicone no queixo que lhe provocara uma inflamação, não é um caso isolado, haja vista que já tivemos acesso a situações parecidas que aconteceram a outras celebridades ou sub-celebridades, como o acontecido com a Andressa Urach, além das críticas que ouvimos em relação aos excessos de plásticas em famosas como Gretchen, Donatella Versace, Jocelyn Wildestein, entre outras.

O caso Zilu nos preocupa ainda mais, porque ela intensificou a busca pelas soluções estéticas após a separação, bem como passou a dar declarações como se quisesse afirmar aos 04 ventos que era uma mulher bem resolvida, saltando alfinetadas a torto e a direito em relação aos novos relacionamentos do marido e etc. Sabemos nós que mulher que está bem consigo mesma não precisa afirmar isso pra ninguém. Ela apenas está e pronto. Talvez a busca pela perfeição estética e rejuvenescimento, até porque a atual companheira de Zezé Di Camargo é mais jovem, tenha sido motivada por isto.

A questão a ser discutida aqui é que nós, mulheres maduras, não devemos nos sentir bem ou confiantes quando aparentamos, tanto fisicamente como em questões de (i)maturidade, a mulheres jovens. Isso pode beirar o infantil, como se tivéssemos revivendo uma espécie de adolescência tardia, o que acaba nos metendo em encrenca, como procurar por diversos procedimentos estéticos e atividades que podem mais atrapalhar do que ajudar a nossa autoestima. Nos casos mais graves, causar problemas como infecções, traumas, deformações, entre outros.  Jamais devemos contrariar ordens médicas e recomendações para não exagerar nos tratamentos estéticos e cirurgias plásticas. E temos sempre de desconfiar sempre dos profissionais que “empurram” cada vez mais opções de tratamentos corretivos e opções de estética para você. Há muitos médicos e profissionais bons e honestos no ramo, mas como toda regra tem exceção, é bom ficar de olhos bem abertos.

Este é um assunto que muito me toca e está sempre nas rodas de conversas frequentadas por mim, porque, como esposa de um homem público, vejo que a sociedade espera muito que a mulher, nestes casos, funcione como um objeto de apoio, por assim dizer. É um lugar coadjuvante, um enfeite, e este enfeite deve sempre estar apresentável para os olhos da sociedade, que muitas vezes se apresenta machista e retrógrada quanto aos direitos individuais das mulheres. Em uma situação de separação, para a esposa de um homem público, embora eu não tenha vivido isso – e nem espero viver – posso imaginar o grau de stress e a tamanha cobrança que há em se mostrar para a opinião pública que, de fato, há um ser dotado de individualidades, autoestima e que pode ser produtivo, e não apenas “a mulher de fulano”.

 Contudo, devemos atentar que não só em situações pós-separação que devemos rejeitar o rótulo de “mulher de fulano”, mas também no casamento, mantendo-se na ativa, buscando sempre informações de como manter o corpo e a mente saudáveis e focar em uma carreira que lhe dê independência e notoriedade através do que você produz, independente do setor escolhido. A ordem é ser mulher de você mesma, dona de si, dentro e fora do casamento, na idade adulta e, principalmente, na maturidade.

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Criado em 12 Junho, 2016

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Crise existencial e aumento dos questionamentos podem provocar essa vontade na idade madura. Saiba como lidar com a situação

Quando começamos a nos dar conta de que metade da nossa vida ou até mais que isso já passou, é comum virem as crises depois dos 40. São muitos os questionamentos acerca do que produzimos de útil ao longo da nossa trajetória, o sucesso dos nossos relacionamentos e empreitadas e o que precisa mudar. Nisso, algumas mulheres começam a refletir sobre se a sua realidade atual condiz com as perspectivas que elas têm para o futuro. Neste ponto, todas as atenções recaem sobre o emprego e a carreira, o que nos remete ao tabu de que a maturidade é para ser vida única e exclusivamente com estabilidade, e não vontade de mudar, o que muitas vezes serve de empecilho para aquelas que buscam dar um novo rumo à sua vida profissional, quando entram na idade madura.

O primeiro passo para enfrentar essa situação é desconstruir o tabu diante do que a pessoa na maturidade deve ou não fazer e, principalmente, rever o seu conceito de estabilidade, que nem sempre diz respeito a fazer o que você deve fazer para viver financeiramente confortável. Não adianta nada estar num emprego cujas atividades não te realizam mais enquanto profissional e buscar escapismos para suprir a necessidade provocada por este vazio.

O segundo e mais importante passo é abrir a mente para novas possibilidades e aprendizados. Em muitos casos, mulheres de meia idade que decidem largar o emprego para empreitar numa nova atividade profissional, costumam resgatar os antigos sonhos da juventude, fazendo cursos e buscando oportunidades em áreas nas quais sempre quiseram atuar, porém puderam, por conta da própria dinâmica da vida. Em outras situações, as mulheres querem investir em um negócio próprio, muitas vezes relacionado à área na qual atuou como funcionária até então. Em todos esses casos, o importante é estar com a mente aberta e buscar aconselhamento em órgãos oficiais, como o SEBRAE, ou procurar por um coach profissional de sua confiança, estabelecendo metas e mantendo o foco para alcançá-las.

Apesar de ser uma atitude que traz muitos benefícios para a autoconfiança  e a liberdade das mulheres maduras, o que provoca a chamada realização pessoal, mudar de rumos profissionais na maturidade exige um esforço enorme e muita dedicação, o que vai demandar certas renúncias em outros setores da sua vida, como tempo dedicado ao lazer, aos relacionamentos, à família, entre outros sacrifícios temporários, ao menos enquanto esta nova fase está se iniciando. Portanto, não pense que você saiu de uma crise para entrar em 10, pois isso é perfeitamente normal e tende a melhorar com o tempo.

Então, quando a crise dos 40 bater à porta da sua profissão, dê a ela as boas-vindas e aproveite para refletir se o que você está fazendo realmente está te dando estabilidade em todos os sentidos, não apenas o financeiro. E, chegando à resposta de que aquele ambiente e aquelas funções estão aquém dos seus desejos e não correspondem às suas perspectivas, não hesite em buscar o seu sucesso, pois, pior do que se arrepender daquilo que foi feito, é se arrepender daquilo que devia ser feito.